Social Icons

Slideshow

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Roteiro do Projeto Interventivo



ROTEIRO PROJETO INTERVENTIVO 2013

1) Tema: Projeto Interventivo Cemtn
2) Objetivo: Articular de forma clara e coerente conteúdos estudados no Projeto Político Pedagógico e a realidade vivida em nossa escola, buscando soluções adequadas aos problemas identificados durante o estudo.
3) Instruções:
a) O trabalho consiste na elaboração de um Projeto Interventivo (parte teórica).
b) O grupo deverá elaborar um projeto de ação apresentando soluções concretas aos problemas identificados durante os estudos, colocá-lo em prática e apresentar seus resultados à turma.
c) Os itens obrigatórios na elaboração do Projeto Interventivo são:
1- Identificação do problema (ou problemas)
2- Justificativa – Explicar a relevância do problema de acordo com o Projeto Político Pedagógico (PPP).
3- Plano de Ação (parte prática) – Revelar a ação concreta que o grupo planeja realizar para minimizar ou acabar com o problema identificado na parte teórica do trabalho. A intervenção deve ser coerente com os princípios do PPP.
4- Cronograma – Indicar data, horário, o papel que exercerá cada membro do grupo, materiais necessários para execução da intervenção, etc.
5- Expectativas – Explicar quais são as expectativas do grupo após a realização da intervenção.
6- Assinaturas – O projeto deve ser aprovado pela direção da escola, pelo professor de Sociologia e, em caso de alterações que envolvam questões ambientais, devem ser aprovadas pelo professor Morais.
d) Após a aprovação e assinatura do projeto interventivo o grupo deverá, de acordo com o cronograma apresentado no próprio projeto, colocar em prática as ações destacadas no plano de ação. Durante a aplicação prática do projeto o grupo deve coletar imagens, vídeos, depoimentos, etc. para a apresentação do projeto em sala de aula.
h) Na data marcada (ver cronograma abaixo) o grupo terá entre 15 e 20 minutos para apresentar o projeto à turma em um Power Point contendo a parte teórica e a parte prática do trabalho. (no dia da apresentação o  pen-drive deve conter APENAS o arquivo do trabalho).
Segunda 10/06
Terça 11/06
Quarta 12/06
Quinta 13/06
Sexta 14/06
C
G
H
J
F
E

K
A
B
D
I


L


4) Avaliação: o trabalho terá o valor de três pontos, avaliados pelo professor da seguinte forma:

ü  Projeto Interventivo – Parte teórica (1,0);
ü Articulação adequada e coerente entre a intervenção proposta e o Projeto Político Pedagógico da escola, tanto na qualidade quanto na quantidade de ações realizadas (1,5);
ü   Qualidade da apresentação do trabalho em sala (0,5);
ü  A nota não será distribuída igualmente pelos componentes do grupo. No dia da apresentação do Projeto o grupo deverá anexar um relatório de participação, listando as tarefas realizadas e avaliando a performance de cada aluno, indicando o percentual merecido.

5) Disposições gerais:
ü  Este roteiro poderá sofrer alterações para atender necessidades específicas.
ü  Caso o grupo não entregue o trabalho até a data estabelecida, receberá a nota ZERO, excetuando-se os casos previstos no Regimento Interno do CEMTN e Manual do Aluno. Essa justificativa não será considerada de forma individual.
ü  O limite máximo de alunos por grupo é 10 e o limite máximo de grupos por turma é quatro.

6) Apoio Pedagógico:
ü  Durante a semana, no horário contrário, o professor atenderá os grupos para esclarecimento de dúvidas e orientações.


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Questionário sobre o Projeto Político Pedagógico do CEMTN


Questões para estudo e análise do Projeto Político Pedagógico do CEMTN

# Essas questões devem ser feitas antes do "Júri Simulado" para permitir maior aprofundamento conceitual durante os debates (atividade será conferida na semana de 20 a 24 de maio).

Página 1
1- Qual é a real importância de se conhecer o Projeto Político Pedagógico de nossa Escola?
2 - Como você avalia as palavras de Moacir Gadotti na introdução de nosso PPP?

Página 2 e 3
3- O que significa dizer que todos os sujeitos envolvidos pedagogicamente com o CEMTN devem ser “sujeitos históricos”?
4- Escolha dois aspectos formativos apresentados no PPP do CEMTN e explique as razões de sua escolha (importância).
5-  Em que momento de sua trajetória estudantil no CEMTN você já percebeu ações que desenvolvem a “missão” do CEMTN.

Página 4
6- Que objetivo específico do PPP é o que você considera menos trabalhado em nossa escola?
7- Explique, com suas palavras, o gráfico da página 4.

Página 5 e 6
8- Nosso PPP apresenta visões de sociedade, conhecimento, avaliação e escola. Explique, resumidamente, cada uma dessas visões e diga se existe alguma relação entre a teoria e o dia a dia do CEMTN.
9-  Como é percebida a proposta inclusiva no CEMTN? Você concorda com a visão apresentada no PPP? A prática de nossa escola é coerente com o projeto?

Página 7, 8 e 9
10- O conselho de classe anunciado pelo PPP é de fato vivido em nossa escola? Que pontos mais chamaram a sua atenção, de forma positiva ou negativa?

Página 9, 10, 11 e 12
11- O item D da página 10 (liberdade) já foi vivido por você no CEMTN? Se já, em que momento? Se não, o que poderia ser feito para mudar isso?
12- Faça um pequeno resumo da proposta de avaliação do CEMTN.
13- Qual dos projetos do CEMTN você conhece? Qual deles, em sua opinião, é o melhor? Por que?



terça-feira, 30 de abril de 2013

2ª aula - 2º Bimestre


2ª aula 2º bimestre
1 – Análise das avaliações:
2- Conteúdos:
 a)  As políticas educacionais no Brasil:
 I - Qualidade da escola pública;
 II - Políticas afirmativas;
III -  Estudo e compreensão do projeto político da sua escola;
b) Movimentos sociais - CAPÍTULO 15

Análise das avaliações das aulas de Sociologia:

a)Aula X participações e debates
b)Trabalhos só de Sociologia (turma toda ou em grupo)
c)Cadernos (elogios e críticas) explicações
d)Fichamento (críticas e distância da prova)
e)Questões envolvendo as notas baixas
f)Questões particulares serão retomadas no decorrer do bimestre.


Conteúdos, formas de avaliações e datas:
a)Júri Simulado – 1 ponto (de 13 a 17 de maio);
b)Caderno – 1 ponto (data de entrega será avisada);
c)Trabalho de Sociologia – 3 pontos (10 a 14 de junho);
d)Prova Mensal – 2 pontos (20 de maio);
e)Prova Bimestral – 3 pontos (19 de junho).
Pontos extras:
I – Cineclube 0,5
II – OlimCemtn 0,5 (lançado no 3º bimestre)

Organização e planejamento do Júri Simulado:
a)Juízes - 2 alunos
b)Advogados de defesa – 5 alunos
c)Advogados de acusação – 5 alunos
d)Testemunhas de defesa – 3 alunos (três perguntas)
e)Testemunhas de acusação – 3 alunos (três perguntas)
f)Jurados – 11 alunos
g)Público – restante da turma (relatório)
 Avaliação (1 ponto) - Nota única para todos os participantes presentes:
0,5 – Organização, planejamento e seriedade na execução da tarefa
0,5 – Aprofundamento e fluidez do tema;



Cronometragem e sequência do Júri Simulado:
a)Juízes – Abertura dos trabalhos – 2 minutos
b)Advogados de defesa – Considerações Iniciais – 3 minutos
c)Advogados de acusação – Considerações Iniciais – 3 minutos
d)Testemunhas de defesa – 5 minutos para as 3 perguntas da defesa e o mesmo tempo para as da acusação.
e)Testemunhas de acusação – 5 minutos para acusação e 5 para defesa.
f)Considerações finais da defesa – 3 minutos.
g)Considerações finais da acusação – 3 minutos.
h) Júri – 5 minutos para reunião e decisão do veredito
i)Juízes – 2 minutos para leitura do veredito
j)Professor – 9 minutos para avaliação e reflexões finais


Projeto Políticos Pedagógico CEMTN



 
SOCIOLOGIA – 3º anos 2013
Professor: Rogério Póvoa                                                              

  


O presente documento foi organizado para permitir o estudo e a compreensão do Projeto Político de nossa escola, conforme previsto no Currículo da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Algumas informações burocráticas foram suprimidas para facilitar a duplicação do material, mas, caso tenha interesse, o Projeto Político-Pedagógico pode ser consultado, na íntegra, com a equipe de coordenação da escola.
Conhecer o Projeto da escola é um exercício de cidadania, afinal, a formação da verdadeira cidadania está marcada pela consciência dos seus direitos para exigi-los e da compreensão de seus deveres para respeitar os limites de forma ética e consciente.



 
O projeto da escola depende, sobretudo, da ousadia de seus agentes, da ousadia de cada escola em assumir-se como tal, partindo da ‘cara’ que tem, com o seu cotidiano e o seu tempo-espaço, isto é, o contexto histórico em que ela se insere.
Projetar significa ‘lançar-se para frente’, antever um futuro diferente do presente. Projeto pressupõe uma ação intencionada com o sentido definido, explícito, sobre o que se quer inovar.
Moacir Gadotti



    

    


Projeto Político-Pedagógico
        
1 - APRESENTAÇÃO DO PROJETO

         O presente documento sistematiza o Projeto Político-Pedagógico do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte – CEMTN, estabelecimento de ensino vinculado à Coordenação Regional de Ensino de Taguatinga – CRET/SEEDF. Seus princípios, objetivos e ações sintetizam o esforço de todo o grupo docente, discente e comunidade escolar em aperfeiçoar o trabalho desenvolvido na escola, instituição educacional que apresenta uma dupla função dialética: é determinada socialmente e é, também, determinante na constituição de uma sociedade menos desigual, mais justa e fraterna.
Os valores que norteiam as práticas e os discursos pedagógicos adotados na escola revelam um trabalho de reflexão em busca da implementação de um processo de gestões pedagógicas e administrativas verdadeiramente democráticas e fundamentadas na participação e no trabalho coletivo, com vistas à construção de uma educação de qualidade.
Compreendendo a construção da autonomia da escola como exercício de democracia, é fundamental que a escola assuma a tarefa de avançar de uma autonomia determinada pela legislação, Constituição de 1988 e LDB 9.394/96, para uma outra, construída pela ação cotidiana de seus vários segmentos, ou seja, construir a autonomia escolar por meio de práticas coletivas que contém com o compromisso de todos.
É importante ressaltar que a autonomia não corresponde à soberania. Dessa forma, este projeto busca referências nas diretrizes e bases da atual LDB, nas diretrizes e normas da SEDF, bem como nos Parâmetros Curriculares Nacionais indicados para o Ensino Médio, embora apresente concepções diferenciadas acerca de competências e habilidades propostas na formação dos alunos e um posicionamento crítico frente às diretrizes, dentre elas a avaliativa.
A construção coletiva de um Projeto Político-Pedagógico sempre representou o anseio dos envolvidos no processo educativo do CEMTN. Entretanto, a tarefa de aglutinar pessoas em torno de idéias e ideais, não transcorreu de forma tranquila e consensual. Foram muitos os debates e embates, os conflitos que emergiram nos momentos de discussão, mas estes foram, também, fundamentais para a constituição da identidade da escola.
Ainda importante destacar que a construção desse projeto envolveu a participação de professores e de toda a comunidade escolar, por meio do Planejamento Estratégico Democrático – PED e da aplicação de questionários. Temos clareza da necessidade de constante reavaliação deste projeto para que se adapte às mudanças sociais e educacionais.
A reavaliação do Projeto Político Pedagógico do CEMTN ocorre no primeiro semestre de cada ano letivo. Tem início durante a Semana Pedagógica, que antecede o início do ano letivo, e prossegue durante as reuniões pedagógicas do 1º bimestre com os professores e em reuniões com os demais segmentos da escola, como auxiliares de ensino e os colegiados: Grêmio, Conselho Escolar e Associação de Pais, Alunos e Mestres, com a intenção de torná-lo o mais democrático possível.
Com a clareza de que toda escola possui um projeto, mesmo que este não esteja formalmente elaborado, esta proposta inicial representa, na verdade, o início de um processo de construção coletiva. Não se tem a pretensão de esgotá-lo, mas de ampliá-lo, tendo em vista o desejo de que todos os sujeitos envolvidos no trabalho pedagógico do CEMTN sejam, de fato, sujeitos históricos, participantes ativos da construção de uma escola verdadeiramente democrática e de qualidade.
Desta forma, temos o presente documento como um instrumento teórico-metodológico que a escola elaborou de forma participativa, com a finalidade de apontar a direção e o caminho a ser percorrido para realizar, da melhor maneira possível, sua prática pedagógica.





2- INTRODUÇÃO

Os sujeitos envolvidos no processo educativo do Centro de Ensino Médio Taguatinga Norte – CEMTN compreendem a gestão democrática como uma conquista coletiva, que se materializa por intermédio de vários mecanismos no interior da escola. A construção coletiva do Projeto Político Pedagógico é um dos mecanismos de implementação de uma gestão comprometida com os interesses da comunidade escolar e com a construção de uma educação de qualidade social para todos.
Nesse projeto, considera-se como qualidade social aquela que permite a inclusão dos alunos no mundo da cultura, da ciência, da arte e do trabalho, destacando aspectos formativos voltados para:
a)    Desenvolvimento de valores, atitudes e o sentido de justiça como princípios fundamentais ao convívio social, solidário e ético.
b)    Valorização de atitudes cooperativas, solidárias e responsáveis nos vários sujeitos envolvidos no processo ensino-aprendizagem.
c)    Ênfase na pluralidade social e cultural, com respeito à diversidade.
d)    Implementação de processos avaliativos capazes de assegurar o acompanhamento contínuo e individual da aprendizagem dos alunos.
e)    Construção coletiva do Projeto Político Pedagógico da escola, articulando demandas sociais e características multiculturais dos alunos e comunidade escolar.
A construção de uma identidade própria para o CEMTN, fundamentada nos aspectos acima apresentados, representa um desafio e, ao mesmo tempo, explicita o compromisso com uma educação democrática e cidadã por parte de seus vários segmentos. O Projeto Político Pedagógico é o instrumento que confere identidade à escola, devendo mostrar-se democrático, abrangente, flexível e duradouro. Segundo Veiga (2002), a elaboração desse projeto implica considerar alguns pressupostos, tais como:
a) Garantia da avaliação permanente dos seus resultados, feita por todos os segmentos da escola.
b) Assumir caráter processual e contínuo, sendo, portanto, passível de aperfeiçoamento.
c) Abertura às críticas e à criatividade dos sujeitos que o concebem, realimentando sua implementação.
d) Contemplação dos eixos básicos da organização do trabalho escolar: finalidades da escola, estrutura organizacional, currículo, processo de decisão, relações de trabalho e avaliação.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB 9.394/96 – reconhece na escola um importante espaço educativo e atribui aos profissionais de educação competência técnica e política para participação na elaboração do seu Projeto Político Pedagógico.
Procurando ir além das referências legais, o CEMTN tem estimulado a participação de todos os seus segmentos no trabalho de discussão, elaboração, implementação e avaliação de suas práticas pedagógicas. O objetivo consiste em sistematizar, a partir das sínteses elaboradas pelos diferentes grupos, um projeto de escola e de educação, considerando, inclusive, os conflitos emergentes nesse processo e que são determinantes para a construção de uma proposta pedagógica verdadeiramente democrática.

3 – MISSÃO
Preparar jovens e adultos para o futuro, numa perspectiva humanística, desenvolvendo habilidades, competências e atitudes que os tornem aptos a atuar no mundo como cidadãos conscientes e críticos e a intervir na realidade social, transformando-a.

4 – OBJETIVOS

4.1 – Geral
Consolidar e aprofundar os conhecimentos do Ensino Fundamental para que o aluno adquira formação básica que o capacite para o trabalho e o ingresso na universidade, bem como o exercício da cidadania, aprimorando-o por meio da formação ética, do desenvolvimento da autonomia intelectual, da formação do pensamento crítico-reflexivo através da leitura e da compreensão dos fundamentos técnico-científicos e dos processos produtivos, relacionando teoria e prática.

4.2     – Específicos
-        Desenvolver a habilidade cognitiva, aprimorando a absorção do conhecimento e tornando-o contextualizado e significativo, focando essencialmente a leitura.
-        Desenvolver a aptidão para o aprender a aprender, o saber pensar, despertando a formação interdisciplinar do desenvolvimento humano e estimulando a capacidade de entender e intervir no mundo em que vive.
-        Orientar o aluno para o convívio social, respeitando a pluralidade e as diversidades existentes no contexto escolar.
-        Prepará-lo para a inserção no mundo do trabalho, desenvolvendo conhecimentos, habilidades e competências, atitudes e valores a serem aplicadas no trabalho e na vida social.
-        Desenvolver o processo ensino-aprendizagem permanentemente, contextualizando os conteúdos da base nacional comum e oferecendo disciplinas da parte diversificada que atendam às necessidades dos alunos para o seu pleno desenvolvimento.

5 – PRINCÍPIOS NORTEADORES

O CEMTN compreende que o seu Projeto Político Pedagógico deve observar os princípios da organização do currículo da Base Nacional Comum do Ensino Médio. Assim sendo, propõe objetivos e ações que norteiam as práticas pedagógicas dos professores que nele atuam.

         Na figura abaixo, estão explicitadas as concepções com base nos valores norteadores das práticas pedagógicas do CEMTN.
5.1 – Concepções teórico-filosóficas                         


A construção do Projeto Político Pedagógico explicita, por meio de seus princípios e ações, as diferentes visões adotadas pelos sujeitos da escola, que são norteadores do trabalho realizado em sala de aula. Na definição das ações a serem implementadas, com vistas ao alcance dos objetivos estabelecidos, as concepções definem o tipo de educação e de sociedade que queremos construir.
a)    Visão de sociedade: pensar a educação como prática social, nos remete à análise da sociedade em que a mesma está inserida, “um contexto de profundas mudanças sociais decorrentes do fenômeno de globalização, processo que se espalha pelo planeta e busca tornar o mundo uno” (SILVA, 2004, p. 10). Nessa perspectiva, é urgente e necessária uma educação voltada para a formação dos jovens, possibilitando-lhes a inserção no mundo do trabalho, instrumentalizando-os para a inserção na sociedade de forma crítica e reflexiva, por meio da leitura. Assim, os projetos desenvolvidos na comunidade escolar baseiam-se na leitura e interpretação de textos, revistas, jornais e livros bem como o uso de novas tecnologias.  Dessa forma, compreendemos a escola e a sociedade como espaços em permanente mudança. O trabalho desenvolvido pelo CEMTN objetiva a construção de uma sociedade melhor e com justiça social para todos.
b)    Visão de conhecimento: o conhecimento é compreendido como um processo de desenvolvimento centrado no ser humano e pressupõe, conforme especificado no relatório da Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada em 1992: ...a organização em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é, adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, visão essencial que integra as três precedentes (UNESCO, 2001).
c)    Visão de avaliação: a avaliação é concebida como um processo contínuo e que deve contemplar o ser humano na sua integralidade. Os conteúdos conceituais, atitudinais e procedimentais são tratados de forma articulada e contextualizada, considerando as demandas sociais. Os aspectos formativos são considerados na avaliação, permeando todo o trabalho desenvolvido com os alunos. A avaliação sinaliza também, os caminhos pedagógicos, as necessidades de retomada do trabalho com a redefinição de objetivos educativos que são também sociais. O corpo docente elabora bimestralmente uma avaliação interdisciplinar, a partir de um tema contextualizado e definido à priori, e uma avaliação multidisciplinar com temas livres. A elaboração, a aplicação e a correção das provas ocorrem de forma coletiva. É assegurado ao aluno direito a avaliação processual realizada ao longo do ano letivo, cabendo aos professores e à direção defini-la e registrá-la em documento próprio.
d)    Visão de escola: a escola é considerada um campo de possibilidades formativas, uma instituição em construção, que supera a visão restritiva de “espaço físico” para ganhar uma dimensão político-pedagógica, considerando a realidade social da comunidade em que está inserida.

5.2 – A escola dentro da perspectiva de inclusão

         De acordo com o MEC (2003), o termo deficiência múltipla é comumente utilizado para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas: física, sensorial, mental, emocional ou no comportamento social. Porém não é a somatória dessas alterações, mas sim o nível de desenvolvimento, as potencialidades funcionais de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas.
         O desempenho dos jovens é bastante variável, em níveis diferentes, desde a questão básica, como os aspectos da vida diária, até níveis mais elevados de aprendizagem. Porém, de acordo, com a devida adaptação e complementação curricular, casos mais especiais poderão necessitar de processos específicos de ensino, amparo intenso, contínuo e currículos alternativos que correspondam às necessidades dos educandos.
         A proposta de inclusão prevê a oportunidade do aluno com necessidades educativas especiais interagir, agir e aprender com os demais. Deve-se procurar valorizar as potencialidades do mesmo e oferecer subsídios para o seu bom desenvolvimento.
         Nesta perspectiva faz-se necessária a participação de todos os envolvidos no processo: alunos, pais, professores e toda comunidade. O progresso dos jovens com múltiplas deficiências compreende uma ação coletiva e requer estreitamentos (interface) da educação-saúde e assistência social, além de uma ação complementar dos profissionais nas diferentes áreas do conhecimento (neurologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e psicologia).
         Faz-se necessário adequar as atividades pedagógicas às necessidades e particularidades de cada jovem, propiciando-lhe a participação em todas as atividades desenvolvidas no espaço escolar, visando promover o desenvolvimento e a aprendizagem no ensino regular.
         A proposta garante ao jovem o direito de ir à escola, de aprender a construir o conhecimento de forma adequada e sistematizada, podendo usufruir da companhia de outros jovens da mesma faixa etária. Nessa abordagem, é de fundamental importância a formação e capacitação continuada do professor.

6- CONSELHO DE CLASSE PARTICIPATIVO:

UMA EXPERIÊNCIA DE PARTICIPAÇÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA

Com o intuito de possibilitar a participação da Comunidade Escolar, nós do CEMTN, consideramos prioritário, uma vez que somos responsáveis por toda a dinâmica da ação educativa, repensar o processo ensino-aprendizagem dos educandos, envolvendo e comprometendo pais, alunos e toda a comunidade escolar  para que todos possam participar da tomada de decisões coletivamente e contribuir para uma melhor qualidade do ensino.
Nesse contexto, foi necessária a implementação de uma nova dinâmica para o Conselho de Classe, possibilitando uma reflexão avaliativa dos conteúdos dados, a qualidade do trabalho desenvolvido, o aproveitamento dos alunos, o desempenho e a metodologia utilizada pelos professores bem como a estrutura física e a administração geral da escola na melhoria do ensino e da Instituição Escolar como um todo.
Procuramos, com isso, construir uma nova possibilidade de Planejamento Participativo na escola, que parte das necessidades reais estabelecidas pela comunidade escolar. É atribuído, portanto, outro caráter ao Projeto Político Pedagógico, isto é, o caráter da legitimidade e da coletividade, uma vez que estarão inseridos nestas propostas concretas de construção do espaço escolar, cuja qualidade far-se-á de acordo com os interesses de seus participantes.
A equipe gestora considera este momento importante para a escola, porque envolve os alunos e professores e conta com a presença dos pais, Direção, Coordenação Pedagógica. Neste momento, são socializadas as conquistas realizadas no período, aprendizagens significativas, dificuldades encontradas, sugestões para sua superação, desafios e metas dos grupos para o próximo período.
O Conselho de classe participativo exige dos alunos e professores bastante envolvimento em algumas atividades avaliativas prévias, que irão culminar com o momento de apresentação final.
A auto-avaliação é a atividade na qual cada aluno responde a uma série de perguntas relativas ao seu envolvimento e comprometimento com os estudos e ao relacionamento com os colegas e professores. Por meio dela, os alunos são estimulados ao auto-conhecimento, exercitando o reconhecimento de suas habilidades e dificuldades, percebendo-se enquanto sujeitos responsáveis por seu processo de aprendizagem. Convida à reflexão, abertura à autocrítica e atitudes na resolução de problemas. É neste momento que os alunos avaliam os avanços e dificuldades que percebem no próprio interior do grupo. É um exercício de democracia, em que cada um tem vez e voz, é um estimulo para que apontem sugestões capazes de gerar comportamentos, atitudes e mudanças que beneficiem a todos. Essa prática permite que cada um se reconheça como parte de um todo e se perceba capaz de se comprometer em benefício da qualidade das relações, bem- estar e aprendizagem de todos.
Nesta modalidade de conselho os alunos também desenvolvem a capacidade de comunicação verbal, na medida em que exercitam ouvir a idéia dos colegas e expor seus pontos de vista. Além disso, aperfeiçoam a criatividade, capacidade de organização, planejamento e administração do tempo ao prepararem as apresentações.

6.2 – Assembleia de Classe
                   É um momento que privilegia a participação dos alunos na avaliação do processo ensino-aprendizagem ao final de cada bimestre letivo. Ocorre em sala de aula e é conduzido por um professor, anteriormente ao Conselho de Classe.
        
6.3 – Coordenação Pedagógica
         Consiste no encontro de professores em turno contrário à regência de classe, ocorrendo sob a responsabilidade de coordenadores pedagógicos. Tem como finalidade orientar, acompanhar e avaliar as atividades pedagógicas, a fim de dar continuidade à construção do Projeto Político Pedagógico com as discussões de ações que contribuam para a implementação do currículo escolar. A metodologia utilizada para o desenvolvimento dos encontros pedagógicos é a seguinte:
a)    Encontros semanais: subsidiam os planejamentos de atividades de sala de aula e acompanhamento do desempenho dos professores.
b)    Reuniões mensais (por turno): para coordenar ações interdisciplinares, promover estudos de temáticas definidas pelo grupo, implementar projetos pedagógicos e proporcionar momentos de troca de experiências.
c)    Reuniões bimestrais: envolve a participação de professores dos três turnos, visando à formação continuada do professor, à avaliação de ações desenvolvidas no bimestre e à convivência entre os docentes.
6.4 – Grêmio Estudantil
         É uma entidade autônoma e representativa dos interesses dos alunos, tendo finalidades educacionais, culturais, cívicas, desportivas e sociais. A organização e o funcionamento do Grêmio são estabelecidos por estatuto próprio, cabendo aos alunos a sua implementação. O Grêmio Estudantil do CEMTN leva o nome de “Grêmio Estudantil Herbert de Souza”, justa homenagem ao sociólogo Betinho.

6.5 – Associação de Pais, Alunos e Mestres:
         É uma instituição civil, sem fins lucrativos, com personalidade jurídica própria que visa integrar a comunidade, o poder público, a escola e a família, buscando contribuir com o processo educativo, sendo regida por estatuto próprio.



7 – ORGANIZAÇÃO CURRICULAR



         A ação pedagógica do CEMTN se fundamenta em fins e princípios que julgamos serem imprescindíveis no fazer pedagógico.
a)    Igualdade: a igualdade de acesso e permanência dos alunos na escola requer, além da expansão qualitativa de ofertas, a garantia da qualidade, por meio do trabalho pedagógico desenvolvido na escola e respaldado no seu projeto pedagógico.
b)    Qualidade: considerando que a maioria dos alunos que freqüenta a escola pública é oriunda das classes populares, garantir a qualidade a eles representa o compromisso dos educadores com uma sociedade mais justa e menos desigual. A qualidade que se deseja implica as dimensões técnica e política, com perspectivas próprias, e pressupõe evitar a repetência e a evasão, garantindo a meta qualitativa do desempenho satisfatório de todos.
c)    Gestão Democrática: abrange as dimensões pedagógica, administrativa e financeira da escola e implica a construção coletiva de um projeto político-pedagógico voltado aos interesses das classes populares. Objetiva romper com a separação predominante nas escolas entre quem concebe e quem executa, entre o pensar e o fazer, entre teoria e prática e, principalmente o repensar das estruturas de poder da escola, tendo em vista a construção de relações horizontalizadas e democráticas.
d)    Liberdade: está associado à idéia de autonomia. A liberdade no âmbito da escola deve ser pensada na relação entre administradores, professores, funcionários e alunos que, juntos, assumem suas parcelas de responsabilidade na construção do projeto político-pedagógico da escola, procurando relacioná-lo ao contexto social mais amplo.
e)    Valorização do Magistério: é um princípio fundamental na discussão do projeto político-pedagógico. A qualidade do ensino e o sucesso dos alunos estão estreitamente relacionados à formação inicial e continuada dos profissionais da educação, das condições de trabalho, à remuneração condizente com a função social dos docentes. A formação continuada deve estar centrada na escola e fazer parte do projeto político-pedagógico, que deve propor ações no sentido de transformar de fato o espaço de coordenação pedagógica em espaço privilegiado de formação dos professores, gerando conflitos e discussões que geram o direcionamento das ações pedagógicas.

8– AVALIAÇÃO

A avaliação é concebida como um processo contínuo e que deve contemplar o ser humano na sua integralidade, contribuindo para o desenvolvimento e o sucesso dos alunos.
O processo de avaliação do CEMTN se baseia nas Diretrizes para a Avaliação da Secretaria de Educação do Distrito Federal sem desvincular-se do cotidiano pedagógico da escola, respeitando às dificuldades de aprendizagem apresentadas pelos alunos.
A avaliação de caráter somativo é realizada através de provas objetivas e subjetivas aplicadas mensal e bimestralmente, somando 50% do valor total da avaliação. Esta avaliação é considerada como um momento privilegiado de estudo, onde alunos e professores vão identificar se os objetivos do processo de ensino-aprendizagem foram atingidos de forma satisfatória através da análise dos resultados obtidos. A avaliação mensal é elaborada de forma contextualizada, considerando o que foi trabalhado pelos vários componentes curriculares. A avaliação bimestral é elaborada de forma multidisciplinar, contextualizada, explorando temas definidos a priori e que atendam a disciplinas afins.
A avaliação formativa abrange os 50% restantes da menção bimestral e é realizada através de atividades diversificadas, tais como: portfólios, questionários, seminários, visitas técnicas, relatórios, etc., atendendo às peculiaridades de cada componente curricular ou das áreas de estudo e através dos projetos interdisciplinares desenvolvidos pela escola.       
A avaliação é considerada neste projeto como um processo contínuo, dinâmico e abrangente, com função diagnóstica, com ênfase na totalidade do processo do ensino e da aprendizagem. Os resultados são subordinados aos princípios e aos objetivos previamente definidos. Ao se estabelecer os critérios de avaliação, há que se indicar, ainda, os procedimentos e instrumentos a serem utilizados.
Nessa perspectiva, adotamos a avaliação de cunho institucional como meio de avaliar o projeto pedagógico que contemplará a participação de todos os segmentos que compõem a comunidade escolar do CEMTN, e será coordenado pela equipe pedagógica e direção da escola.
A avaliação pelo corpo docente ocorrerá semestralmente nas reuniões e/ou coordenações pedagógicas, com a utilização de questionários, dinâmicas avaliativas, fichas e/ou exposições orais, entre outros. Os demais segmentos participarão da avaliação em reuniões organizadas pelo Conselho Escolar e Direção da escola, ou quando necessário, através de questionários.



9 – PROJETOS ESPECIAIS

O trabalho com projetos possibilita o tratamento dos conteúdos e temas necessários à formação do aluno numa perspectiva contextualizada e interdisciplinar, superando a tradicional fragmentação do conhecimento. Contribui ainda, para o desenvolvimento de um processo formativo que tem por base a construção do conhecimento pelo aluno, visando à ampliação da sua formação teórica e prática.
Os projetos são concebidos, planejados e avaliados a partir do diagnóstico das necessidades formativas dos discentes e estão anexados ao presente documento, cabendo aqui apenas as indicações:
•        Projeto Laboratório de Ciências da Natureza
•        Projeto OlimCEMTN
•        Projeto Feira de Profissões
•        Projeto Laboratório de Artes
•        Projeto Ressignificando o Conhecimento Matemático
•        Projeto Jovem Leitor
•        Projeto Laboratório de Informática
•        Projeto Sankofa: Igualdade Étnico-Racial
•        Projeto Tudo é Texto
•        Projeto Valorização da Escola Pública
•        Projeto Cineclube
•        Projeto de Apoio Especial
•        Projeto Ressignificando a Leitura
•        Projeto Conhecendo o Mundo e Aprendendo Geometria através de Maquetes
•        Projeto Sorria Sempre CEMTN